Do aeroporto à mesquita e mais além
Como Circular por Casablanca
O aeroporto fica bem fora da cidade, os pontos de interesse estendem-se ao longo da costa e para o interior, e a combinação certa de comboio, elétrico, táxi e aplicação depende do destino. Eis como tudo se articula.
Check dates and availability ↗Chegada: o aeroporto e a ligação ferroviária
Quase todos os visitantes aterram no Aeroporto Internacional Mohammed V, o mais movimentado de Marrocos, que fica bem a sudeste da cidade — conte com uma verdadeira viagem até ao centro, e não com um salto rápido. A forma mais suave e económica de chegar é de comboio: uma linha ferroviária liga diretamente a estação do aeroporto ao centro da cidade, com paragem nas estações centrais, poupando-lhe a dor de cabeça de um transfer rodoviário. Táxis e serviços de transporte privado fazem o mesmo percurso por estrada, caso chegue tarde ou com muita bagagem. Casablanca é também um importante nó ferroviário por direito próprio, por isso, se vier de Rabat, Marraquexe ou de qualquer outro ponto, é provável que desembarque já numa das estações centrais, no coração da cidade, bem posicionado para o hotel e para a zona ribeirinha.
As estações de comboio, e usar o caminho de ferro como espinha dorsal da sua viagem
Casablanca tem duas estações ferroviárias principais, e vale a pena saber a diferença entre elas. A Casa-Voyageurs é o maior hub de longa distância, que trata dos serviços intercidades rápidos para Rabat, Marraquexe e além, e é onde provavelmente chegará vindo de outras cidades. A Casa-Port fica mais perto do centro da cidade e do porto, conveniente para o centro, a zona ribeirinha e para o frequente serviço de ligação até Rabat. Como os comboios de Marrocos são confortáveis, pontuais e baratos para os padrões da maioria dos visitantes, o comboio é a espinha dorsal natural de qualquer viagem centrada em Casablanca — tanto para passeios de um dia ao longo da costa como para continuar a viagem. Verifique qual estação o seu serviço utiliza ao reservar, pois isso afeta a forma como chega e sai do seu hotel.
O elétrico para atravessar a cidade
Para se deslocar pela cidade propriamente dita, Casablanca tem uma rede moderna de elétricos que é limpa, barata e fácil de usar para os visitantes. As linhas cruzam a cidade e ligam muitos dos bairros entre os quais provavelmente vai circular, e comprar um cartão recarregável ou um bilhete simples é simples. O elétrico é uma boa opção, sem stress, durante o dia para percursos mais longos pela cidade, e contorna com elegância o famoso trânsito caótico. A sua única limitação é a cobertura: como qualquer rede fixa, vai até onde vão as linhas, por isso nem sempre o deixa mesmo em frente a um ponto de interesse, e pode ser preciso combinar o elétrico com um curto táxi ou uma caminhada no final. Mas para as rotas que serve, é muitas vezes a forma mais inteligente de percorrer distância.
Táxis: os pequenos vermelhos e os grandes brancos
Os táxis de Casablanca são de dois tipos, e saber distingui-los evita confusões. Os pequenos "petits taxis" vermelhos fazem percursos curtos dentro da cidade, levam poucos passageiros e têm taxímetro — insista educadamente para que o motorista ligue o taxímetro, ou combine o preço antes de partir, pois os visitantes às vezes ouvem um valor fixo. Os "grands taxis" maiores são carros partilhados ou alugados para rotas mais longas e viagens fora da cidade, normalmente com preços fixos em percursos definidos. Para a maioria dos saltos dentro da cidade, os pequenos táxis vermelhos são os seus cavalos de batalha, baratos e omnipresentes. Tenha notas pequenas à mão para a corrida, pois os motoristas raramente têm troco para notas grandes, e leve o destino escrito ou num mapa, já que os nomes das ruas nem sempre são familiares a todos os motoristas.
Chegar à Mesquita Hassan II
O ex-líbris da cidade, a Mesquita Hassan II, fica na orla marítima norte, um pouco afastada do centro, por isso merece uma palavra específica. Um petit taxi é a forma mais simples de lá chegar a partir da maioria da cidade, e também pode caminhar ao longo do passeio da Corniche a partir dos bairros à beira-mar, se quiser apanhar ar fresco. Seja como for, reserve tempo extra generoso, porque a mesquita só admite visitantes não-muçulmanos em visitas guiadas com horário marcado, e um lugar reservado não espera por si se o trânsito estiver lento. Muitas visitas organizadas incluem recolha no hotel ou no porto, o que elimina totalmente a preocupação com os horários — uma vantagem real para passageiros de cruzeiro e para quem tem uma escala apertada e precisa de acertar numa entrada marcada numa cidade desconhecida.
Contratar um motorista, e um pequeno kit prático
Para passeios de um dia fora da linha ferroviária, ou simplesmente para eliminar toda a logística, um carro alugado com motorista por um dia é o cavalo de batalha sem stress da região, combinado através do seu hotel ou de um operador local — transforma paragens dispersas num dia fluido e resolve de vez o problema do regresso. Alguns hábitos facilitam tudo o resto: leve dinheiro em notas pequenas para táxis, elétricos e bancas, pois os cartões não são universais; tire capturas de ecrã dos bilhetes de comboio e de quaisquer reservas em vez de depender do sinal; deixe tempo extra no pico do trânsito ao fim da tarde; e combine como vai voltar antes de ir para qualquer sítio fora da cidade ao fim do dia. Nada disto é complicado, e circular por Casablanca é genuinamente fácil assim que se adequa o meio ao percurso.